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29 de dez. de 2007

Conto en español

Numa grande gentileza de Sergio Gaut vel Hartman, 'O homem bomba' aparece na revista online Sinergia:

http://www.nuevasinergia.com.ar/cuentos_30ficcionesbreves.html

26 de ago. de 2007

Um gostinho de Finisterra

(Estou escrevendo -well, tentando escrever - um romance de 'fantasia-história-alternativa-valsa-do-lusitano-pancada' intitulado Finisterra. Até agora, escrevi uns dois capítulos e mais uns trechos esparsos. Abaixo, uma sinopse-teaser-propaganda e um trechinho do que será um dia o quinto capítulo)
***
Finisterra – Histórias do Império que poderia ter sido.

Um período de calma atravessa o Grande Continente. Os povos do Norte não mais ameaçam as fronteiras do Danu. A paz finalmente foi firmada entre Albion, Francia e Burgúndia. Porém, do confim ainda desconhecido do mundo, uma ameaça surge.

Os Corte-Real, eminentes navegadores a serviço de Dom Manuel, partiram em expedição ao misterioso fim do mundo. Mas não retornaram. Anos depois, uma mensagem é encontrada, com um aviso dos irmãos: os habitantes de onde o mar acaba querem tomar para si as terras do Grande Continente.

Como Imperador da Ibéria Lusitânia, cabe a D. Manuel resgatar seus súditos e impedir essa terrível invasão. Para isso reúne uma imponente esquadra, composta por homens dos diversos reinos.

E como todo o grande feito precisa ser lembrado, o cronista-mor do Império, Rui de Pina, é enviado nessa expedição, junto com seu assistente, Pero de Caminha. Por missão, ambos devem retratar as glórias e as aventuras dessa esquadra. Mesmo a custo de sua própria vida.
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Foi a voz de Nimue que deu o alarme.

- Comandante, uma criatura vinda de Ocidente!

Rui, assim como os outros, virou para olhar na direção indicada. Embaixador calejado, não estranhava quase nada. Na verdade, já esquecera da última vez em que algo lhe causara estranhamento. Nem mesmo as mais fantásticas maravilhas afetavam tanto o seu coração a ponto de tirar o ar do cronista. Já vira sereias, licantropos, harpias, dragões, dragonetes, cavalos alados e de chifres, entre muitas outras criaturas.

Porém, a sua frente erguia-se uma criatura horrenda. Saiu da nuvem de escuridão que tinham visto no horizonte e aproximava-se com uma rapidez inacreditável. Seus contornos eram indefiníveis. Era escuro, pois a luz nele sumia, seu hálito chegou até a embarcação e fez com que Rui sentisse uma forte vertigem.

O monstrengo que saíra do fim do mar voou por três vezes ao redor da nau, chiando como um morcego infernal. Quando falou, sua voz pareceu querer furar os ouvidos dos presentes.

- Quem é que ousou entrar nas terras que não desvendo, meus negros tetos do fim do mundo?

Rui tremeu e escutou o comandante Cabral dizer, a voz incerta.

- Viemos a mando do glorioso Imperador D. Manuel, filho del-Rei D. João Segundo!

A sombra pestilenta não retornou para o lugar de onde viera, e novamente deu três voltas, mais próxima dessa vez. O cronista pode perceber contornos de um corpo largo, e placas de sujeira e imundícias. E outra vez, a voz incômoda ressoou.

- De quem são as velas onde me roço? De quem as quilhas que vejo e ouço? Quem vem poder o que só eu posso, que moro onde nunca ninguém me visse e escorro os medos do mar sem fundo?

A voz fraca de Pero elevou-se trêmula para se fazer ouvir sobre o barulho da respiração da besta voadora.

- Viemos a mando do glorioso Imperador D. Manuel, filho del-Rei D. João Segundo!
E mais ainda o monstrengo aproximou-se. Rui lembrou de algo, ensinado por Nimue no início dessa jornada. Pois que a sacerdotisa de Avalon havia lhe explicado o poder tríplice em relação a criaturas mágicas. Antes que o monstro completasse três voltas pela terceira vez, o cronista usou sua voz, treinada em diversas embaixadas.

- Nesta nau, sou mais do que eu. Pois sou um povo que quer o mar que é teu. Mais do que o mostrengo, que teme a minha alma e roda nas trevas do fim do mundo, obedeço a vontade de meu senhor. Assim iremos prosseguir, pois viemos a mando do glorioso Imperador D. Manuel, filho del-Rei D. João Segundo!

A escuridão fétida rugiu, um bramido pavoroso que gelou a alma de todos. Abriu suas asas de negrume e podridão, avançando em direção à pequena nau.

30 de jun. de 2007

Notícias

- Na edição especial de 'Desvendando a História' de julho sobre as Revoluções, tem um box meu sobre a Corte de Versalhes. Já recebi o pedido de uma nova colaboração, sobre Júlio Cesar.

- O Homem Bomba tornou-se o conto mais visitado do site do CLFC

- A resenha sobre MonteCristo já está entre as cinco mais lidas do site

- E a Dama de Shalott foi o terceiro conto mais visitado de março no Hyperfan

A todos, de coração, meu muito obrigada.

16 de jun. de 2007

11 de jun. de 2007

Out of order.

O doce para qual você ligou encontra-se fora da área de cobertura e não sabe quando nem se volta.

Boa sorte na sua próxima tentativa.

12 de mai. de 2007

Alguns comentários

- O Marco Bourguignon, editor da Scarium e pai do Thiago, colocou uma nota chamando para lerem o 'Chiaroscuro', o que aumentou consideravelmente o número de visitas daqui. Merci beacoup ao Marco e a Scarium como um todo, que vem me incentivando e publicando.
- Para minha grande surpresa, o pequeno, curto e anedotico conto publicado no site do CLFC, O Homem-bomba, é o segundo mais visitado, com mais de 230 visitas. Só me resta agradecer a quem leu, gostou e aos três comentários...:)
- Anyway, tenho muita coisa pra ler. Dormir? O que é isso?
- Meu filho chegou na parte das perguntas difíceis. Ontem mesmo me perguntou o que eram bala perdida, corrupção e política... Deuses, cadê as perguntas sobre sexo?

2 de mai. de 2007

Scarium no. 19

Estou em dose dupla na Scarium Megazine, especial FC Pulp:

http://www.scarium.com.br/dezenove.html

Para começarmos, temos a bela capa do Emir Ribeiro que lembra as antigas revistas pulps e para marcamos bem o número demos o nome desta edição de Scarium Pulp.
Os artigos e colunas ficaram a cargo de: Edgar Smaniotto, resenha do livro "A Mão que Cria" de Octávio Aragão; César Silva, Fullmetal Alchemist; e Ana Cristina Rodrigues e Alexander Lancaster, com artigo que fala sobre a origem e a história dos pulps, "Ficção Científica Popular, uma visão sobre FC Pulp".

A ficção ficou por conta de Roberto de Sousa Causo, "Batalhas na Memória"; Carlos Orsi, "Terror no Planeta dos Canibais"; Max Z. Egon, "A Besta do Planeta Gernsback 5"; Ana Cristina Rodrigues, "Lentidão"; Charles Dias, "O Planetóide Pirata".

28 de abr. de 2007

ArturiANA alternativa


Depois de anos martelando o poema de Tennyson na cabeça, os textos do Octa e do Lupo no Hyperfan conseguiram me dar uma brecha e libertar a Dama de Shalott.


Tennyson adorava as histórias da corte de Arthur, mas lhes dava um tom melancólico, bem 'mal do século'. No poema da mulher criada em total isolamento não foi diferente e eu quis manter isso.


Conheci o poema, por incrível que pareça, em uma epígrafe de um livro da Agatha Christie, 'A maldição do espelho'. Ele também é citado recorrentemente no romance. Fiquei com ele na cabeça por um tempo.


Depois, vieram as lindas pinturas de Waterhouse. A que ilustra esse post é a minha predileta.
E por fim, Loreena MacKeenit musicou um trecho bem extenso do poema de Tennyson. Não pude mais resistir.
É só clicarem no título do post para irem ao site do Hyperfan. Espero que gostem.

12 de mar. de 2006

É oficial!

Meninos e Meninas,

Cris e Gab estão na Scarium 15, edição belissima, coordenada pela fantástica Giulia Moon.

Comprem djá!

21 de ago. de 2005

Nova versão do Canto de Luar!

Meu site de cara (literalmente) nova!:)

Espero vossas visitas!