Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

21 de jan. de 2006

Brinde

Brindemos aos deuses do amor, que nos deixam loucos
E aos deuses da loucura, que nos conduzem ao amor.

Encharquemos nossas gargantas secas com as lágrimas dos que sofrem
E sequemos os restos de nossa libido solta com papéis de perdão.

Inutilizemos o mundo!

Brindemos, vamos, brindemos!

Tragamos ao mundo insano o amor, ao mundo amado a insanidade.

Enlouqueceremos quem ama.
Amaremos quem enlouquece.

Andem, brindemos!

Um copo de cerveja amarga, uma taça de vinho doce.
O travo azedo da desilusão, a euforia enjoativa da paixão.

Porque não brindam comigo?

Comemoremos!
Todos os que amam, sem esperança!
Todos os que esperam, sem amor!
Os loucos que amam. Os amores que enlouquecem.

Quebremos os vidros, vertamos os liquidos!

COMEMOREMOS!

Deixemos a bebida tirar nossos sentidos...

Para que possamos esquecer.
Definitivamente.
O amor que enlouquece.

15 de abr. de 2005

Sobre o tempo

Tempo.
Que corre, que urge.
Que vai e que volta,

Tempo.
De matar e viver.
De andar e correr.

Tempo.
Do arqueólogo ou historiador.
Do poeta ou do escritor.

Tempo.
Cura feridas, mas traz outras.
Apaga lembranças, as fabricando de novo.

Tempo.
Que vai, que volta.
Que corre e que urge.

Poema escrito na luz de uma vela

O fogo
Cria a luz
E as sombras.
Luz que tremula,
Que gira e revolteia.
Luz de uma vela.
Será extinguida
Com o sopro,
Do vento.

1 de mar. de 2005

Alma Carioca

Eu canto o Rio. Mas canto o Rio que eu conheço e que meu pai escolheu.
O Rio em que meu avô morreu.

Tive dois namorados no Meier, um em Inhauma.
Uma grande amiga em Anchieta, outra na Pavuna.

Meu eterno professor mora nas Laranjeiras.
No meu segundo grau, ia muito na Praça da Bandeira.

Em Agua Santa, mora meu ex-orientador.
De Bangu pra Praça XV, só fui de parador...

Minha mãe morou em Sulacap e no Flamengo.
Uma tia, que é paraguaia, tem casa em Realengo.

Meu padrinho mora na Barra da Tijuca,
Mas foi na Rua Ceará que eu aprendi a jogar sinuca.

Vila Isabel, Grajaú, Andaraí,
Del Castilho, Todos os Santos, Cachambi...

Marechal Hermes, Lins, Engenho de Dentro,
Deodoro, Magalhães Bastos, Bento Ribeiro,
Urca, Gavea, Copacabana e Ipanema...

Isso é o que eu conheço do Rio de Janeiro.